Filosofia de Botequim // annotations

Ir e Vir… O Porto // Coming and Going… Porto

Foi e vim ao Porto num dia. Até hoje tinha ido ao Porto umas 3 vezes e sempre tive más experiencias. Creio que tiveram mais a ver com as pessoas com quem fui, do que com a cidade em si. Porque sendo sincera, desta vez fiquei rendida à cidade. Não tem a luminosidade de Lisboa, mas os prédios em granito trabalhado enchem-me as medidas. E nós que sempre falamos dos azulejos de Lisboa, os do Porto são tão lindos como os da capital.

Azulejos Porto // Porto's Tiles

Azulejos Porto // Porto’s Tiles

Desta vez, foi a fotografia que me fez ir de impulso ao Porto. O “Ciclo de Fotografia” tem patente no edifício AXA, até 31 de Agosto, uma exposição do grande mestre Cartier Bresson – “Cartier Bresson L’imaginaire”. Infelizmente não se pode fotografar a exposição. Gostava de poder mostrar algumas das fotografias. Ao contrário do que estava à espera o eixo geográfico não se limitou ao mundo latino – Espanha e Itália – mas incluiu outros países como o México, Índia, Afeganistão e dos Estados Unidos. Infelizmente não estão presentes as fotografias que ele realizou em Portugal. Bresson foi um dos fotógrafos que marcaram a minha adolescência e que me levaram a conhecer mais sobre fotografia. Creio que a muitos outros fotógrafos, a contar pela romaria á exposição de vários à exposição.

Cartier Bresson L'Imaginaire d'Aprés Nature

Cartier Bresson L’Imaginaire d’Aprés Nature

No mesmo edifício, a exposição “Projecto Troika, em Construção” percorre todo o segundo andar. Assim que este projecto nasceu fiquei com muita vontade de o ver. Não só porque um dos fotógrafos envolvidos foi meu professor no curso de Fotorreportagem, mas porque todos os fotógrafos envolvidos são muito talentosos. A peça que mais gostei foram as micro fotografias que nos obrigavam a pegar numa lupa para as podermos ver. Este movimento de pegar na lupa leva-nos a aumentar a imagem e a aproximarmo-nos dos problemas sociais provocados pela crise. Ao mesmo tempo é uma metáfora para a tentativa de expor os efeitos da crise. Efeitos esses que certos discursos tentam diminuir.

Projecto Troika, em Contrução.

Projecto Troika, em Contrução.

Ainda tive tempo para passear pela cidade e apaixonar-me pelas janelas e ruelas. Mas o mais importante para me divertir com a “engenharia” portuguesa para a resolução de alguns problemas.

Engenharia Portuguesa // Portuguese solutions

Engenharia Portuguesa // Portuguese solutions

Porto 1.

Porto 1.

Porto 2.

Porto 2.

Porto 3.

Porto 3.

Porto 5.

Porto 5.

Porto 6.

Porto 6.

Antes de ir embora não pude deixar de passar pelo Museu da Imprensa e fazer mais um 2 em 1, ver a exposição de material tipográfico do Museu e ver o Festival de Cartoon – O Porto Cartoon. O dia foi cansativo, mas valeu muito a pena. Como disse fiquei rendida à cidade e quero sem dúvida lá voltar com mais tempo para poder explorar melhor a cidade. Alguém tem dicas para uma próxima visita?

I went to Porto in an impulse. I’ve been there two our tree times, but I’ve have some bad experiences. I believe that it was more about the people how came with me that with the city, because this time I just loved the city. It doesn’t have the light that Lisbon has, but the stone houses are just beautiful and enchanted.  This time I went to Porto because of the Cartier Bresson’s Photographic Exhibition – Cartier Bresson L’Imaginaire d’aprés Nature. It was a surprise. The exhibition isn’t limited to the Latin world, it has photos from Mexico, Afghanistan, India and America. Just beautiful. Bresson is one of my grate inspirations in photography. It marked my adolescence and made me researched photography with more will. In the same building a second exhibition that I wanted to see: Projecto Toika, em Construção. Some Portuguese photographers get together and decided to document the result of Troika’s presence in the country. I still had time to explore a little bit of the city, but I do have to come back and spend more time exploring this beautiful city. 

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No cais do Ginjal - In Cais do Ginjal Almada

No cais do Ginjal – In Cais do Ginjal Almada

Inspirada no trabalho de Maluda, percorro o meu caminho atenta as janelas por que passo.

I’ve been inspired by the work of Maluda, I walk my path with eyes wide open so I can see the windows of the world. 

Janelas do Mundo // Photography

Janelas do Mundo // Windows of the world.

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Parque Tejo Internacional # At  Tejo's International Park

Parque Tejo Internacional # At Tejo’s International Park

Olhar através da Câmara // Photography

Olhar através da Câmara # Details

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Idanha a Velha

Idanha a Velha

Inspirada no trabalho de Maluda, percorro o meu caminho atenta as janelas por que passo.

I’ve been inspired by the work of Maluda, I walk my path with eyes wide open so I can see the windows of the world. 

Janelas do Mundo // Photography

Janelas do Mundo # Windows of the world.

Imagem
Filosofia de Botequim // annotations

Um olá, estou de volta! E das vaidades… # Hello I’m Back! About Vanity…

Acho que já posso começar a dizer olá por aqui.

Estes últimos tempos têm sido algo cansativo, mas proveitosos. Nesta recta final, tenho posto tantas coisas de lado: as minhas passeatas, a fotografia, o Botequim, milhentas exposições interessantes, e nada de praia. Posso dizer que o escaldão que apanhei foi no dia dos santos populares quando fui ver a marcha das crianças a Voz do Operário. Os meus dias repartem-se entre a biblioteca e a escrita em casa. Estou uma verdadeira ermita. Mas como quem corre por gosto não cansa, eu sei que só tenho de fazer este sprint final. No entanto, já nada me impede de ir espreitando uma ou outra exposição ou de tirar uma ou outra foto.

Este domingo aproveitei para ir espreitar a exposição: “Artistas Comprometidos? Talvez”, patente na Gulbenkian até 7 de Setembro.

Artistas Comprometidos - Gulbenkian

Artistas Comprometidos – Gulbenkian

E sobre as vaidades… Recebi um belo presente do Sr. Feliz. Como sabe o carinho que tenho por peças únicas e artesanais, foi-me oferecida esta mala em pele e trabalhada à mão. Fiquei com vontade de pedir ao artesão que me deixa-se fotografar o processo… mas terá de ficar para segundas núpcias. Enquanto não vir a tese entregue e defendida, não posso desenvolver novos projectos. Mas fica aqui a ideia, em jeito de cenoura a frente do burro.

Handmade Bag

Handmade Bag

A pedido de alguns amigos estrangeiros, passo a escrever um pequeno resumo em inglês no fundo do post- Peço desde já, desculpa, pela minha falta de jeito, mas a verdade é que não escrevo em inglês aos anos. Talvez se torne num exercício pratico que me ajude a desenferrujar o inglês.

Hello, hello. I had some requests to write also in English, by some friends. So here it is. But you do have to excuse my poor English writhing skills. I’ve been a little bit tired, but I’ve been working like a mad person. I’m finishing my Master’s degree, and in this last run, I had to focus my entire attention in writing the thesis. I’ve not been able to do some of the things that I love: photograph, see some interesting exhibitions or go to the beach. My days are shared between the library and my house.  I have to make some sacrifices. But nothing prevents me from taking some pictures our visit one or two exhibitions. This Sunday, I’ve seen “Artist engaged? Maybe”, at the Gulbenkian Foundation. If you’re in Lisbon you can see it till September the 7thI also had a surprise. Mr Happy gave me a beautiful handmade bag. I love it so much. I really feel in love with the handwork ornaments that I almost asked the artisan to let me photograph the manufacturing process. But I can’t until I finish my thesis. Maybe I can do it afterwards. 

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