Filosofia de Botequim, Janelas do Mundo

Férias “vá para fora cá dentro”.

Estas ultimas semanas tenho tido umas ferias vá para fora cá dentro. São férias que não são férias. Ainda não fui à praia, e tão pouco ao campo. Tenho andado a organizar-me depois de um período de trabalho intenso, como foi este do final da dissertação de mestrado. Pelo meio meteram-se os Santos Populares, que não deixam dormir; a preparação dos documentos para me candidatar ao Doutoramento; e terminar alguns projectos de trabalho que infelizmente não correram como era esperado. Mas no final o saldo ainda é positivo. Fecham-se umas portas mas depressa se abriram outras.

Tenho, então, passados os últimos tempos a organizar o espaço físico ao mesmo tempo que organizo o meu espaço mental. Não sei se vos acontece, mas se o espaço onde habito e trabalho não estiver organizado, não me consigo sentir a vontade para trabalhar ou relaxar.

Pus então de lado, a minha fotografia, dei um tempo no Botequim e tenho-me deixado estar quieta, sem internet, nem horários rígidos, ou tarefas pré definidas. E apesar de não ter saído de Lisboa, sinto-me bem. Este fim-de-semana passado já comecei a sentir necessidade em voltar a pegar na máquina e a escrever. Aos poucos os ciclos de criatividade voltam a aparecer. Até agora nunca tinha entendido o quanto isto é verdade em mim.

Para a semana, regresso com as minhas Janelas do Mundo, os Detalhes e as fotos de gratidão bem como com algumas receitas vegetarianas que tenho andado a experimentar.

Por enquanto tenho-me dedicado a um novo ensaio fotográfico no f/1.8 inspirado no “The Son of Men” de René Magritte. Ainda me faltam carregar algumas fotos, mas espero fazê-lo até ao final da semana.

Hoje deixo a janela que mais tem reflectido o meu estado de espírito nos últimos dias: Temporariamente encerrada.

Janela no Castelo

Janela no Castelo

 

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No bairro do Castelo

No bairro do Castelo

Inspirada no trabalho de Maluda, percorro o meu caminho atenta as janelas por que passo.

Janelas do Mundo

Janelas do Mundo

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A Graça é Lindaaaaaa!!! E viva o Santo- António, a sardinha e o manjerico.

A Graça é Lindaaaaaa!!! E viva o Santo- António, a sardinha e o manjerico.

Olhar através da Câmara

Olhar através da Câmara

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Cinema

The Longest Week

Ainda não decidi se gosto deste filme pela fotografia, pelo decor e design ou pela história. Se o Woody Allan tivesse tido um filho com o Wes Anderson e essa criança tivesse sido educada por Whit Stillman, esse filho seria este filme. Deparamo-nos com várias evocações psicanalíticas sobre as personagens principais, como esperaríamos de um filme de Woody Allen, uma estética claramente inspirada em Anderson e um mundo muito voltado para si próprio “a lá Stillman”. Entretanto, o guarda-roupa podia vir morar facilmente cá para casa e os gira-discos também.

A personagem principal, Conrad Valmont, é um privilegiado membro da sociedade nova-iorquina que nunca trabalhou um único dia da vida dele. Um verdadeiro diletante que no espaço de uma semana se vê destituído; apaixona-se pela jovem e bela Beatrice Fairbanks, a quem rouba descaradamente ao seu melhor amigo Dylan Tate; terminando a semana com um novo olhar sobre a vida e os seus privilégios.

“The longest Week” foi mal aceite pelo público e pelos críticos. Muitos acusaram o realizador, Peter Glanz, de ser derivativo e pouco original. A meu ver, para primeira longa-metragem, não está nada mau. Nota-se uma procura por uma voz original, mas sobretudo olho para este filme como uma bela homenagem aos três realizadores e a cidade de Nova Iorque. Por isso continuo sem compreender porque é que foi alvo de tanta pancadaria por parte dos críticos.

Já viram este filme? O que acharam?

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